sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Q

Que mãozinhas encantadas -Pensou.
-São frutos de muita arte -Respondeu
Que encanto elas tem -Tentou dizer
-São contentos do coração -Procedeu
-Tuas mãos são poesia -Disse eu
-Não seriam para fazer? -Retrucou
-Não só, pois a elas venho escrever.
E o passado meu, não mais
aquelas mãos avistou.





(nota: Lê-se "Q" ou "Palmo" como título.)

P

Porquanto te quis
os degraus que subi
ao fundo fiquei
tão longe é aqui
Tudo que pensei
Era tudo que quis
me vencer outra vez
te fazer mais feliz.

O

Ontem fui criança
Vi tua pele e tua boca
Hoje sou terno
poesia um pouco boba
Amanhã serei herança
o que restar de uma lembrança.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

N

Nos teus cabelos vi moldura
Em teu rosto a gravura
Teus marfins o branco puro
Em  teu silêncio meu escuro.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

M

Mar
Como onda me tragou, como ode dediquei
Céu
Seus olhos, cabelo, sorriso. tudo que era seu me encantou
Ela
Dona da rima, ela é dona da voz que conversou com meu coração.